A parede do meu quarto continua vermelha.
Eu ainda estudo no mesmo lugar.
Frequento até mesmo os mesmos lugares.
Os amigos são os mesmos.
O hábito de olhar a tv de lado...continua.
Tudo ao meu redor tem o mesmo nome, reside no mesmo espaço geográfico,sobrevive da mesma rotina.
O que muda é a cor.
Tudo tem cor do que tende a mesmisse.
Tudo é ócio,tudo é sem sabor.
Tudo é nada.
Eu tenho tudo e não tenho nada.
Alguém me explica o que é uma multidão representando um vazio.
Me explica como a alegria é o inverso de tudo isso.
Porquê meus amigos não são o suficiente?
Ô vida minha...dá sentido!
Me faz entender como um só coração faz tanta falta nesse mundo?
Eu abriria mão do universo...
Se eu o possuísse.
Dai-me força,coragem e alento.
Dá sentido.
vida?
domingo, 14 de novembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Começo,meio, fim. Fim.
Não espere.
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chega.
Não espere nada de ninguém,
Não espere nada do tempo,
Não espere possuir uma alma,
Não espere ser compreendida,
aceita.
Aceita que na vida,tanto no início quanto no final é só você.
Aceita que você é tudo que você possui.
Aceita que as coisas e as pessoas vão ter que partir um dia.
Aceita que todo começo tem um fim.
,
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Agora vai, toma coragem, bota um ponto final
.
Não espere.
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chega.
Não espere nada de ninguém,
Não espere nada do tempo,
Não espere possuir uma alma,
Não espere ser compreendida,
aceita.
Aceita que na vida,tanto no início quanto no final é só você.
Aceita que você é tudo que você possui.
Aceita que as coisas e as pessoas vão ter que partir um dia.
Aceita que todo começo tem um fim.
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Agora vai, toma coragem, bota um ponto final
.
Não espere.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Manual de instruções.
Me tire de casa.
De mãos dadas me leve pra outro lugar,qualquer lugar que eu nunca estive.
Me tire de mim.
Me bote pra pensar sobre as coisas do mundo,pra explorar coisas em mim que eu nunca havia imaginado possuir.
Me tire pra dançar.
Me mostra algum ritmo,dance colado,dance sozinho.Me deixe girar de olhos fechados até não sentir mais o chão.
Me empreste um livro.
Pra ficar um final de semana todo lendo sem parar. Um que me faça rir e chorar ao mesmo tempo.Que me faça não ter vontade de acabar nunca. Leia em voz alta,comigo se quiser.
Me ame.
De forma descontrolada ou delicada,conte quantas pintinhas eu tenho pelo corpo.Beije todas elas.
Me critique.
Pra me deixar sem resposta,pra me botar no meu devido lugar. Mostre onde tá errado,onde tá certo. Sobre tudo que eu deveria ser e fazer de melhor. Mas o faça de forma delicada,pertinente,relevante.
Me deixe.
Quando precisar me deixar. Quando se esgotar da minha mesmisse,dos meus dias negros,do meu falatório.
Me procure.
Quando sentir saudade,quando realmente sentir vontade de sentar a meu lado pra encarar até mesmo meu silêncio nos tais dias negros.
Me abrace.
Quando o mundo tiver caindo. Quando perdermos alguém, quando ganharmos na loteria,quando você ou eu precisarmos. Me abrace atoa, só pelo fato de ser gostosinho sentir o calor do outro assim,tão de perto.
Me escreva.
Num guardanapo,no meio da noite, no meio de uma segunda feira comum. Uma frase,uma palavra, qualquer coisa pra quando não tiver perto.
Me acompanhe.
"Na alegria,na tristeza,na saúde na doença".Sempre.
Me visite.
Sempre que puder. Pra um cigarro e um café fresquinho.
Me segure.
Toda vez que perceber que meus pés não tocam mais o chão. Toda vez que tiver na beira de um grande abismo. Não me deixe cair,não me deixe voar.
É tudo que eu te peço meu amigo.
De mãos dadas me leve pra outro lugar,qualquer lugar que eu nunca estive.
Me tire de mim.
Me bote pra pensar sobre as coisas do mundo,pra explorar coisas em mim que eu nunca havia imaginado possuir.
Me tire pra dançar.
Me mostra algum ritmo,dance colado,dance sozinho.Me deixe girar de olhos fechados até não sentir mais o chão.
Me empreste um livro.
Pra ficar um final de semana todo lendo sem parar. Um que me faça rir e chorar ao mesmo tempo.Que me faça não ter vontade de acabar nunca. Leia em voz alta,comigo se quiser.
Me ame.
De forma descontrolada ou delicada,conte quantas pintinhas eu tenho pelo corpo.Beije todas elas.
Me critique.
Pra me deixar sem resposta,pra me botar no meu devido lugar. Mostre onde tá errado,onde tá certo. Sobre tudo que eu deveria ser e fazer de melhor. Mas o faça de forma delicada,pertinente,relevante.
Me deixe.
Quando precisar me deixar. Quando se esgotar da minha mesmisse,dos meus dias negros,do meu falatório.
Me procure.
Quando sentir saudade,quando realmente sentir vontade de sentar a meu lado pra encarar até mesmo meu silêncio nos tais dias negros.
Me abrace.
Quando o mundo tiver caindo. Quando perdermos alguém, quando ganharmos na loteria,quando você ou eu precisarmos. Me abrace atoa, só pelo fato de ser gostosinho sentir o calor do outro assim,tão de perto.
Me escreva.
Num guardanapo,no meio da noite, no meio de uma segunda feira comum. Uma frase,uma palavra, qualquer coisa pra quando não tiver perto.
Me acompanhe.
"Na alegria,na tristeza,na saúde na doença".Sempre.
Me visite.
Sempre que puder. Pra um cigarro e um café fresquinho.
Me segure.
Toda vez que perceber que meus pés não tocam mais o chão. Toda vez que tiver na beira de um grande abismo. Não me deixe cair,não me deixe voar.
É tudo que eu te peço meu amigo.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A minha concepção do amor.
Convocaria todas as pessoas que mantenho qualquer relação afetiva,profissional,familiar, para formarem um grande círculo.
No meio desse grande círculo estaria ali eu, travestida dos meus esteriótipos,acompanhada dos meus vícios.
E tudo isso no mais completo silêncio.
Num primeiro momento a reação das pessoas a minha volta seria de curiosidade, interesse.Ali estaria a figura representada do que todo mundo acha que eu sou, de todas aquelas máscaras que criei,de forma inconsciente, pra estar perto de todas aquelas pessoas e de certa forma transmitir credibilidade as mesmas.
NUm primeiro momento,apagaria meu cigarro.só um trago,na forma de despedida e o apagaria. Daí então daria o meu último gole,naquela bebida que gostava tanto.e derramaria no chão o resto daquele delicioso líquido,que fez parte de tantos momentos da minha vida. Da minha construção.
Olharia em volta,porque afinal estou ali pra ver a forma que as pessoas reagiriam frente as minhas atitudes. Percebo que algumas,bem proximas de mim já se afastavam devagar.
Já sobre um banquinho me olharia no espelho. Acariciaca meu rosto,num sorriso de carinho,olhando pra mim tentando descobrir o que ainda resta de tudo aquilo que construi.de tudo aquilo que talvez um dia fui. Com uma bacia dagua, com um algodão,limparia o meu rosto delicadamente,retirando ao mesmo tempo todos aqueles piercings e tatuagens ,num ritual sempre de despedida,com um pouquinho de pesar.. porque é tão difícil a gente se desfazer de certas máscaras...
Ahhh,..e os cabelos... ainda os observo frente ao espelho,e os acaricio com carinho,com cuidado.Chego a penteá-los.E subtamente ,jogo agua na minha cabeça, desfazendo todo aquele meu trabalho diário de secá-los,penteá-los pranchá-los.
Olho ao redor..os que se afastaram de repente já não estão presentes.Enquanto outros olham ao redor,procurando alguém que tomasse a iniciativa de partir,para que eles se encorajassem a fazer o mesmo.
Meus pais estão ali presentes, observando com uma naturalidade,ao mesmo tempo que abismados com a reação dos demais. Eles sim,me reconhecem com os meus olhos..
Olho então pras minhas roupas. Ah..aquelas roupas que me apeguei tanto.O meu melhor jeans,o meu melhor tênis, aquela minha blusa que comprei na liquidação de uma loja chiquérrima,modernete.Respiro fundo,mas confiante, tiro cada item,cada acessório-completamente em silêncio.
Ah entãocomeça uns burburinhos em volta. As pessoas me olham como se fosse uma estranha. E algumas não têm paciência praquele acesso de loucura e se viram de costas.Não faz sentido nenhum assistir aquilo. Parece que já não represento aquilo que eles esperavam. Eu não sou o que eles achavam,e sem olhar pra trás, eles se retiram..Meu Deus..alguns que julgava tão próximos de mim...mas o quê se trata não é realmente o julgamento?
E eu me despi. Estou nua. Finalmente me despi de todos os esteriótipos que me acompanharam durante a minha juventude.
Os meus pais me olhavam já de forma recriminadora. Alguns ainda possuiam olhos de encamentamento,não sei se pelo fato de estar nua ou pela atitude em si. Enfim,alguns ali ainda permaneciam,agora novamente em silêncio.
E eu resolvi então falar.Abrir meu coração e expor todas as minhas mentiras,as minhas calúnias,as minhas verdades. Com um olhar de carinho apontaria para cada um,como se houvessemos só nos dois naquele espaço e falaria tudo,tudo que fosse relacionado a nós dois. Até sobre as coisas que ferem,que machucam.
E após um acesso de sinceridade absoluta, eu começaria a girar e a girar, celebrando a honestidade do ser,o livre-arbítrio e a paz interior.
A medida que girava, via uma confusão de cores, e de repente se formou um branco.
Um pouco zonza ainda, olhava para todos os lados,e a surpresa ingrata foi que ninguém mais estava naquela roda. Nem os meus queridos pais.
Abismada,aliviada, numa mescla de sensações ,eu ficaria ali parada, olhando pro nada, já que era exatamente o nada que tinha me restado.
E ai,escuto passos. Passos vindos na minha direção,bem atrás de mim.
Uma pessoa,desconhecida, que não havia sido convidada,observava toda a cena de longe. E ele estava nú, assim como eu e me observava com carinho,com amor.
OLhando somente pros meus olhos, enquanto os dele lacrimejavam,acariciou meu rosto limpo,meus cabelos molhados e me disse, em meio aquele silêncio...
"Você é tudo que eu preciso.Tudo que eu sempre esperei."
No meio desse grande círculo estaria ali eu, travestida dos meus esteriótipos,acompanhada dos meus vícios.
E tudo isso no mais completo silêncio.
Num primeiro momento a reação das pessoas a minha volta seria de curiosidade, interesse.Ali estaria a figura representada do que todo mundo acha que eu sou, de todas aquelas máscaras que criei,de forma inconsciente, pra estar perto de todas aquelas pessoas e de certa forma transmitir credibilidade as mesmas.
NUm primeiro momento,apagaria meu cigarro.só um trago,na forma de despedida e o apagaria. Daí então daria o meu último gole,naquela bebida que gostava tanto.e derramaria no chão o resto daquele delicioso líquido,que fez parte de tantos momentos da minha vida. Da minha construção.
Olharia em volta,porque afinal estou ali pra ver a forma que as pessoas reagiriam frente as minhas atitudes. Percebo que algumas,bem proximas de mim já se afastavam devagar.
Já sobre um banquinho me olharia no espelho. Acariciaca meu rosto,num sorriso de carinho,olhando pra mim tentando descobrir o que ainda resta de tudo aquilo que construi.de tudo aquilo que talvez um dia fui. Com uma bacia dagua, com um algodão,limparia o meu rosto delicadamente,retirando ao mesmo tempo todos aqueles piercings e tatuagens ,num ritual sempre de despedida,com um pouquinho de pesar.. porque é tão difícil a gente se desfazer de certas máscaras...
Ahhh,..e os cabelos... ainda os observo frente ao espelho,e os acaricio com carinho,com cuidado.Chego a penteá-los.E subtamente ,jogo agua na minha cabeça, desfazendo todo aquele meu trabalho diário de secá-los,penteá-los pranchá-los.
Olho ao redor..os que se afastaram de repente já não estão presentes.Enquanto outros olham ao redor,procurando alguém que tomasse a iniciativa de partir,para que eles se encorajassem a fazer o mesmo.
Meus pais estão ali presentes, observando com uma naturalidade,ao mesmo tempo que abismados com a reação dos demais. Eles sim,me reconhecem com os meus olhos..
Olho então pras minhas roupas. Ah..aquelas roupas que me apeguei tanto.O meu melhor jeans,o meu melhor tênis, aquela minha blusa que comprei na liquidação de uma loja chiquérrima,modernete.Respiro fundo,mas confiante, tiro cada item,cada acessório-completamente em silêncio.
Ah entãocomeça uns burburinhos em volta. As pessoas me olham como se fosse uma estranha. E algumas não têm paciência praquele acesso de loucura e se viram de costas.Não faz sentido nenhum assistir aquilo. Parece que já não represento aquilo que eles esperavam. Eu não sou o que eles achavam,e sem olhar pra trás, eles se retiram..Meu Deus..alguns que julgava tão próximos de mim...mas o quê se trata não é realmente o julgamento?
E eu me despi. Estou nua. Finalmente me despi de todos os esteriótipos que me acompanharam durante a minha juventude.
Os meus pais me olhavam já de forma recriminadora. Alguns ainda possuiam olhos de encamentamento,não sei se pelo fato de estar nua ou pela atitude em si. Enfim,alguns ali ainda permaneciam,agora novamente em silêncio.
E eu resolvi então falar.Abrir meu coração e expor todas as minhas mentiras,as minhas calúnias,as minhas verdades. Com um olhar de carinho apontaria para cada um,como se houvessemos só nos dois naquele espaço e falaria tudo,tudo que fosse relacionado a nós dois. Até sobre as coisas que ferem,que machucam.
E após um acesso de sinceridade absoluta, eu começaria a girar e a girar, celebrando a honestidade do ser,o livre-arbítrio e a paz interior.
A medida que girava, via uma confusão de cores, e de repente se formou um branco.
Um pouco zonza ainda, olhava para todos os lados,e a surpresa ingrata foi que ninguém mais estava naquela roda. Nem os meus queridos pais.
Abismada,aliviada, numa mescla de sensações ,eu ficaria ali parada, olhando pro nada, já que era exatamente o nada que tinha me restado.
E ai,escuto passos. Passos vindos na minha direção,bem atrás de mim.
Uma pessoa,desconhecida, que não havia sido convidada,observava toda a cena de longe. E ele estava nú, assim como eu e me observava com carinho,com amor.
OLhando somente pros meus olhos, enquanto os dele lacrimejavam,acariciou meu rosto limpo,meus cabelos molhados e me disse, em meio aquele silêncio...
"Você é tudo que eu preciso.Tudo que eu sempre esperei."
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Pra eternizar.
e quando você não puder dizer sobre aquelas coisas que pensou durante a noite.
e pra onde vão todas as coisas vividas nas noites anteriores.
e se o corpo vai embora..
se o que era próximo se perdeu..
o que me resta?
quem vai ficar com os meus pensamentos,
com as palavras não ditas,
com aquelas noites...
elas não podem se acabar assim,
como tudo que já se desfez.
vai com o vento assoprar no ouvido de alguém,
pra fazer uma poesia,
botar melodia,
e cantar minhas lembranças,meu silêncio
em versos de saudade.
e pra onde vão todas as coisas vividas nas noites anteriores.
e se o corpo vai embora..
se o que era próximo se perdeu..
o que me resta?
quem vai ficar com os meus pensamentos,
com as palavras não ditas,
com aquelas noites...
elas não podem se acabar assim,
como tudo que já se desfez.
vai com o vento assoprar no ouvido de alguém,
pra fazer uma poesia,
botar melodia,
e cantar minhas lembranças,meu silêncio
em versos de saudade.
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